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Até se tornar adulta, toda pessoa passa por duas fases da pele: uma que causa maravilhamento – aquela pele perfeita de bebês e crianças – e uma que pode não ser tão incrível assim – a pele da adolescência, que muitas vezes é acometida pela acne. Quando chegam os 20 anos, começa uma nova etapa: a do amadurecimento e das mudanças gradativas, década a década, na saúde e na aparência da cútis.

Conversamos com a médica dermatologista Alessandra Romiti, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), para entender como as alterações que surgem daí por diante se manifestam nas preocupações e nos cuidados diários com a pele por parte das mulheres. “A cada fase, aumenta a intensidade das ações, dos produtos, dos procedimentos”, adianta. “O importante é começar a prevenção o quanto antes e aderir com seriedade aos tratamentos no decorrer da vida.”

Vem saber como é isso em cada faixa de idade.

20 anos: Como preparar a pele para ela sofrer menos impactos no futuro?

“Se ainda houver resquícios de acne, é importante realizar uma investigação de alterações hormonais e tratá-las”, alerta Alessandra. Uma abordagem interdisciplinar entre dermatologista e endocrinologista pode ser bem interessante. A escolha de produtos para tratamento, como sabonetes antioleosidade e géis secativos, e de filtro solar deve ser feita em consultório, assim como a indicação de procedimentos como limpeza de pele e peelings.

Quando a pele estiver recuperada, os cuidados passam a ser os mesmos adotados desde o início por quem não tinha a acne como problema na entrada da vida adulta: uma rotina de limpeza duas vezes ao dia (uma pela manhã e uma à noite, antes de dormir), com lavagem, tonificação e hidratação, a aplicação de protetor solar adequado ao tipo de pele toda manhã (com reaplicação no começo da tarde) e algum tratamento leve com produto que traga vitamina C ou outro anti-oxidante entre seus princípios ativos.

30 anos: O que posso fazer para minha pele não perder a firmeza precocemente?

A dermatologista explica que “é aqui que começa a perda natural da firmeza da pele, já que o organismo passa a fabricar o colágeno em uma velocidade menor que a do desgaste diário das fibras desta proteína”. São adotados, então, produtos de tratamento voltados à estimulação da produção de colágeno, para evitar a flacidez.

Aos cuidados diários dos 20 anos acrescentam-se cremes de tratamento mais potentes, com o intuito de prevenir o surgimento de manchas na pele. Os melhores princípios ativos para este fim são o ácido retinoico e ácido glicólico.

Os procedimentos em consultório dermatológico também podem ser fortes aliados para frear eventuais manchas e dar um up na produção de colágeno; lasers e microagulhamento costumam fazer sucesso nesta faixa etária.

40 anos: Como reforçar a firmeza e manter a textura da pele?

Segundo Alessandra, “mesmo com todos os cuidados em dia, é natural que a partir dos 40 anos ocorra um maior aparecimento de rugas e flacidez na pele”. Por isso, nesta fase introduz-se o uso de um creme de tratamento para o dia (sob o protetor solar) e de um creme de tratamento noturno mais forte, com princípios ativos voltados à firmeza da pele – destaque para o ácido hialurônico, a vitamina C e a vitamina E.

No consultório dermatológico já dá para pensar em radiofrequência (simples ou com microagulhamento) para estimular de forma mais potente a produção de colágeno e em preenchimentos pontuais com ácido hialurônico.

50 anos em diante: De que modo posso recuperar a textura da minha pele?

A chegada da menopausa, com suas intensas alterações hormonais, tem consequências na pele, como esclarece a dermatologista: “A flacidez se intensifica, porque há uma queda significativa na produção de colágeno, as rugas se estabelecem, a textura muda”.

Neste momento, é importante não descuidar do uso de produtos de tratamento se quiser manter a saúde e a beleza da pele e minimizar os estragos. Os cremes passam a ser poderosos compostos com elementos firmadores, preenchedores e antioxidantes.

Em termos de procedimentos, é a hora de ir mais fundo. Muda o tipo de ação, que deve ser mais profunda. São indicados o ultrassom microfocado, os bioestimuladores de colágeno, lasers que atinjam camadas mais profundas da pele e preenchimentos.

Independentemente da idade…

– O protetor solar nunca pode ser deixado de lado: aplique-o diariamente, mesmo que esteja nublado ou chovendo, pois os raios ultravioletas responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele ultrapassam as nuvens e nos atingem nessas condições climáticas;

– Hidrate-se também de dentro para fora: o organismo hidratado é importante para a saúde e facilita a ação dos produtos de tratamento para a pele.

Ref. mdemulher.abril.com.br

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